O Banco do Brasil (BBAS3) e o BNDES iniciaram estudos conjuntos para viabilizar a criação de uma certificadora nacional de crédito de carbono, com o objetivo de fortalecer o mercado de ativos ambientais no país. A iniciativa faz parte da estratégia de ambas as instituições para impulsionar a economia verde e atrair investidores internacionais interessados em soluções sustentáveis.
A proposta inclui a criação de uma estrutura técnica para validação e verificação de projetos de carbono, garantindo padrões internacionais de governança e transparência. Atualmente, a maior parte das certificações brasileiras é realizada por empresas estrangeiras — fator que limita o crescimento do mercado interno e encarece o processo para empresas brasileiras.
A certificadora nacional seria responsável por atestar a qualidade de projetos que envolvem redução de emissões de gases de efeito estufa, como reflorestamento, preservação de biomas e energias renováveis. Segundo o presidente do BB, o banco pretende ser protagonista na agenda climática, alinhando lucro à responsabilidade socioambiental.
Especialistas destacam que, se aprovada, a medida pode gerar impactos positivos em setores como agronegócio, energia, indústria e finanças, especialmente entre empresas listadas na Bolsa de Valores com metas ESG (ambientais, sociais e de governança).
Para investidores atentos a tendências de longo prazo, como reforça Cézar Nascimento, da Radar Dividendos, iniciativas como essa podem representar novas fontes de valor para ativos brasileiros, ampliando o interesse de fundos globais e elevando o potencial de geração de dividendos sustentáveis.
Retornos passados não são garantia de retornos futuros. Investimentos envolvem riscos e podem causar perdas ao investidor. Ganho de ações consiste na aquisição de mais ações utilizando crédito após uma troca de posição temporária com o mercado financeiro.




